De Acético a 2 de Abril de 2011 às 18:07
Por Teu amor, ó, Padre! Não me deixes esse gajo, nunca mais, sentar-se na semicircular governativa da malandragem. Arranja-lhe, por favor, uma estrumeira bem tratada, a nível de lixo, que é o que hoje está a dar em todos os quiosques governativos do nosso pecaminoso cantinho, desde as juntas... de bois, aos aristocráticos fazedores de milagres financeiros.
Ou, então, dá-lhe um saco de serapilheira meado de batatas e manda-o trabalhar, como cantoneiro, para as SECUT, que tem bom corpo!
De carlos silva a 3 de Abril de 2011 às 21:09
Ah! Quantas e quão belas leituras este boneco nos permite fazer.
A associação dos milagres aos deuses. Os deuses que não desejam certos milagres. Os deuses que cobram, através dos seus representantes terrenos, uma pequena taxa. Apenas um dízimo, ou uma esmola para os pobrezinhos e aí temos uns milagres realizados. Quanta humildade nos pedidos.
O FMI adora o cifrão e gosta de estender a mão a oferecer. O vaticano adora os ambrosios e adora estender a mão a pedir.
O FMI faz milagres com o dinheiro dos outros. O vaticano faz milagres com a falta de dinheiro dos outros.
Ambos gostam de fazer a multiplicação, nos seus próprios bolsos.
Tanto o FMI como o vaticano oferecem o céu a quem lhes suplicar.
Coitado do Sócrates, está só no meio destes deuses e recusa-se a pedir-lhes auxílio. Talvez sonhe que o povo português um dia saberá distinguir as vantagens de não viver de mão estendida, quer a dar, quer a receber. Talvez o Sócrates tenha consciência de que ao não querer estender a mão, esteja a lançar a pequena semente de uma nova mentalidade, onde os deuses não sejam necessários.
Porque se os deuses do FMI fingem que dão e retiram, os deuses do vaticano retiram e fingem que dão. No céu a harmonia é perfeita.
Coitado do Sócrates, um destes dias acaba por ficar sozinho, porque os deuses não gostam de gente insubmissa.
E se há dois mil anos que, neste cantinho do Universo, as pessoas estão habituadas a estender a mão, por que razão não hão-de continuar a ter esse gesto que tanto lhes facilita a vida? Assim a responsabilidade pelos roubos e pela extorsão, é sempre dos deuses e não dos que os bajulam e adoram. Com a vantagem de que as palavras roubo e extorsão não existem nos seus dicionários. Têm como sinónimas as palavras ajuda e esmola.
Por estes dias a velha e imprestável manuela salazareite, agora encarnada pelo senhor dos passos, de coelho, e toda a mediocre e mal cheirosa corte do partido dos salazaristas divinais (psd), vivem momentos de ansiedade sobrenatural. Estão já de mão estendida, à espera de que lhes caiam nas mãos umas migalhas do celestial banquete. São magnânimos e, por isso, parte dessas migalhas irão direitinhas para os cofres dos ambrósios no vaticano, como recompensa pela ajuda dada a partir dos púlpitos e dos altares.
Coitado do Sócrates que, talvez sem o saber, está a enfrentar os deuses, numa batalha que não tem tréguas nem perdão.
Mas será que o povo português, apesar da sua humildade e submissão aos deuses, não irá fazer uma pequena grande surpresa aos tenebrosos salazaristas?
Ontem ouvi o satanas lopes a afirmar que as agências de rating (que são apenas os anjos enviados por estes deuses de que tenho estado a falar), têm tido uma ação criminosa. Estaria eu a sonhar e ele bêbado? Ou, ao contrário, estaria eu bêbado e ele a sonhar?
De facto o milagre pode ser mais caro, mas é mais compensador.
Votarei Sócrates, caso ele se apresente para continuar a luta.
De M Nunes a 4 de Abril de 2011 às 17:03
Boa Tarde, Sr , Carlos Silva eu próprio não faria melhor oração, em geral e do ponto de vista, lamurial , e choradinho do costume , se encaixa lindamente no espírito situacionista, isto é pela primeira vez, pós o golpe de estado do 25 de Abril de 1974, que a verdadeira alternativa politica, não está na oposição (direita/esquerda/ p.república ), mas sim no governo que estes cúbicos demitiram.???
E agora que Fazer???.
De Acético a 4 de Abril de 2011 às 17:52
Caro Carlos Silva:
Sendo eu um católico, apostólico e romanóloco sem nunca ter conhecido Roma, sinto-me satisfeito e feliz pela bondade dos nossos queridos governantes: sejam eles portugueses ou gregos, bons ou maus, honestos ou ladrões, falsos como judas ou mentirosos como Pedro, troca-tintas ou vira-tintos, é-me indiferente. Cada qual guia-se pelo santo da sua devoção... ou renega livremente o seu contrário. O meu santo é simplesmente o Átomo. E nada mais.
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